É engraçado ouvir todo esse buzz sobre Web semântica que rola atualmente. Desde que escreveu seu “Weaving the Web” e disse “I have a dream” (sim, ele disse isso), Tim Berners-Lee já pensava em uma rede capaz de correlacionar conceitos, ligar idéias e pessoas. De qualquer forma, é legal saber o que o conceito anda produzindo por aí. E o “por aí” que vou citar é norte-americano —dez sites semânticos para estudar e ficar de olho.
Uma aplicação semântica, vale esclarecer, é algo que tenta compreender não só as palavras (manga), como os buscadores fazem, mas o significado destas palavras (manga-fruta, manga-de-camisa) e criar conexões de conceitos para os usuários.
Eis uma relação de sites que o Read/Write Web acredita ser válido acompanhar:
- Freebase (http://www.freebase.com/)
- Powerset (http://www.powerset.com/)
- Twine (http://www.twine.com/)
- Adaptative Blue (http://www.adaptiveblue.com/)
- Hakia (http://www.hakia.com/)
- Talia (http://www.talis.com/)
- TrueKnowledge (http://trueknowledge.com/)
- Tripit (http://www.tripit.com/)
- Clear Forest (http://www.clearforest.com/)
- Spok (http://www.spock.com/)
Nos comentários do post, diz um usuário sobre uma empresa britânica chamada Garlik, que teria inclusive contratado Tim Berners-Lee… fiquei curioso para conhecer o projeto dos caras.
Mas na verdade ainda quero conhecer todos. Comecei pelo Freebase, e no site há um videocast de apresentação bem didático, que mostra o funcionamento de uma grande interface de banco de dados. A impressão que tive é que a Wikipedia tem que se cuidar… há aplicações muito boas sendo construídas, todas elas pensando na construção colaborativa de conteúdo.
Desabafo
E, para finalizar, um pouco de nostalgia reflexiva. Essas ”coisas boas” da Web de hoje me alegram e me frustram. Me alegram porque vejo a Web evoluindo para um constructo de inteligência coletiva tão instigante quanto o que previa William Gibson. Me frustram porque manjar HTML era fácil, e hoje exige-se muito mais de alguém que queira participar criativamente do universo Web (quando digo participar, uso a palavra em sua acepção precisa… não apenas ser um pequeno jornalista, um pequeno webmaster, um empreendedorzinho que bate de porta-em-porta se achando o máximo porque conseguiu enlatar mais um discurso para empresário tiozão comprar).
No início da Internet bastava saber um pouco de HTML para trabalhar. Qualquer um realmente poderia aprender as tags mais simples e criar uma página na Web. Mas como o HTML puro e simples é quase tão “analógico” quanto uma folha de papel datilografada, descobriu-se que a Web podia fazer mais. E surgiram tantas linguagens diferentes, abertas ou fechadas, que fica difícil saber por onde atacar. Ao mesmo tempo que “ficou mais fácil” para todo mundo publicar, por exemplo, um blog —não preciso saber absolutamente nada de HTML para publicar um—, ficou mais difícil criar regras para seu próprio jogo. Normalmente seguem-se as regras do bendito engenheiro de software que pensou o site. Sua lógica de expressão, portanto, é cerceada —e, no limite, censurada— pela (in)capacidade do engenheiro, do “arquiteto”.
É só isso que me frustra na Internet. Pode ser só rabugice minha… ou um dia desses ainda me invoco e mergulho em livros de linguagens de programação!!!



25/04/2008 às 11:52 |
[...] Web 2.0 não existe (ufa!) Finalmente alguém que está bem perto do olho do furacão admite, baseado na apresentação do Tim O’Reilly no Web 2.0 Expo, o que parecia óbvio desde que os marketeiros tornaram o termo Web 2.0 hype… ele simplesmente não existe. Assim como Web 3.0 e todos os outros versionamentos ou rótulos criados para admitir que a Web evolui —e só agora começa a fazer o que seu criador, Tim Berners-Lee, pensou para ela. [...]
28/04/2008 às 02:10 |
[...] Saiba que desde sempre ele vislumbrou a rede como um lugar para fazermos exatamente isso: correlacionar conceitos, ligar idéias e pessoas. [...]
6/05/2008 às 11:50 |
[...] rede. E isso há algum tempo. Ele agora ocupa o terceiro lugar, ultrapassado pelo hipertexto (sim, Tim Berners-Lee estava certo) e recentemente por botões do site, isso desde que a Web começou a tornar-se aplicação: [...]