Erramos: a culpa é do sertanejo

18/03/2008

O companheiro Roberto Moreno, de profícua carreira musical, alertou-me em comentário no post anterior e corrijo: foi o sertanejo, e não o forró, o culpado pela profanação da Internet e a usurpação do templo sagrado da nerdaiada. Agora, o pessoal do Marketing do Silvio Santos já pode atirar com precisão em um portal de Internet linha-B, de gosto popularesco, para conversar diretamente com esse povo menos nobre que pega ônibus e que a gente faz questão de evitar aqui em São Paulo, tão logo consiga tirar carta de motorista.


O público da Internet mudou (e foi culpa do sertanejo)

17/03/2008

Primeiro foi o nerd. Depois, vieram os filhos da classe alta. Eles acabaram ensinando os pais, e também cresceram —então, de repente, todos tinham cartão de crédito e podiam abastecer os cofres do e-commerce. Na esteira veio a publicidade online, que ainda engatinha, muito distante dos milhões gastos com a televisão. Até que surgiu a dupla Tenório e Praense, e o sertanejo mudou a Internet para sempre.

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Design, arquitetura da informação, conteúdo, inovação

15/03/2008

Curso de dois dias de Arquitetura de Informação. Muita teoria sobre incêndios que a gente apaga no dia-a-dia com balde, escada magirus, sopro e, na maioria das vezes, simples cobertor… em certo ponto, depois de longas explicações sobre como funcionam sitegramas e fluxogramas, o debate parou no embate (e na utilidade) de wireframes, especificações, inspiração, tolhimento de criatividade, bla bla bla…

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Incongruência #4: o Golf da empregada

6/03/2008

Esta chegou pelo companheiro de redação Caio Terreran: o ministro Miguel Jorge teve sua casa assaltada em SP, fato que mereceu registro em matéria da Folha Online. A incongruência está lá, no 3º parágrafo do texto: “Os objetos levados da casa foram colocadas em um Golf da empregada”.

Péra: Golf? Da empregada? Ah vá… tô mandando agora o currículo para o e-mail do ministro!


Sobre Twitter e o monólogo da autopromoção

5/03/2008

Sempre acreditei na Internet como diálogo. Quando pensei em começar a estudar jornalismo colaborativo, apesar de já existirem gurus reconhecidos no país, pensava exatamente na possibilidade de restabelecer um diálogo perdido há tempos entre meio de comunicação e público —se é que um dia ele existiu.

Busquei sair da Engenharia e cair nas humanidades porque achava, realmente, que “inovador” seria algo ácido, que corrompesse estruturas prestabelecidas —e não as reforçasse. Hoje me descadastrei de uns cinco twitters —estranhamente, a maioria está no Twitterposter. E por quê? Seria porque não aguento o ritmo de atualizações? Balela…

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Da série “incongruências” do dia

5/03/2008

Apesar de continuar clicando como um louco todos os dias, a torpe necessidade de fazer as coisas logo têm feito com que este autor tenha pouco existido. Mas isso não implica que a razão última de nossa existência —pensar— tenha cessado. E só hoje, com a revolta pelo trânsito e o calor, a caminho do trabalho me vieram três interrogações sobre a existência (digital, midiática ou whatever): Leia o resto deste post »