Eu poderia estar roubando, mas sou consultor de Web 2.0

9/10/2008

É incrível como existe um enxame de urubus que circundam as novas criações midiáticas em busca de sobras e restos que possam oferecer à Economia 1.0, absolutamente atrasada e letárgica em relação à Internet. Claro, existe aí um vasto mercado para os urubus, que aprendem meia dúzia de palavras-chave imponentes para falar em reuniões de briefing (por acaso, tinham que inventar o Business Bingo da Web 2.0) e saem arrancando seus salários de tiozões engravatados que ainda nem sabem o que é “blog”.

Leia o resto deste post »


Seis motivos que já estão fazendo o Blip.fm bombar

30/08/2008

Descobri pelo Twitter do Inagaki hoje o Blip.fm, uma “rádio social” chamada Blip.fm, que achei incrível (perdoem-me os fâs, mais mesmo que a Last.fm e quiçá Pandora). Mistura de Twitter e rádio, dá outra pegada para o “ouvir música” na Web. Hoje acabou se espalhando quase que como um viral pela Web, e até os desenvolvedores postaram dizendo: “We’re huge in Brazil“.

O serviço tem, acredito, muita chance de pegar —eis dez motivos que me vieram à mente: Leia o resto deste post »


Dilemas do webwriting jornalístico diante do Google Trends

22/07/2008

Quero dividir uma situação que rolou hoje com minha (fantástica; mas já aviso: ninguém tasca!) equipe aqui no trabalho. É cada vez mais comuns nas redações Web que os jornalistas comparem termos de busca no Google Trends na hora de escrever matérias e, principalmente, dar título a elas. Eis então que nos deparamos com um dilema editorial que pouco é discutido entre jornalistas (e parece ainda não fazer parte da discussão nas universidades).

Leia o resto deste post »


O diploma me faz jornalista?

7/07/2008

Recebi esses dias em uma das listas de que participo mais um dos e-mails, sempre em tom sindicalista-desesperado, falando da defesa do diploma para o exercício do Jornalismo. Um “manifesto à nação” da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), cuja propagação foi pedida aos jornalistas e blogueiros da lista —mas que o próprio site da Fenaj não destacava até a publicação deste post, ou se trazia era escondido demais para tanto alarde. Sou jornalista formado —mas me pergunto: foi mesmo o diploma que me fez jornalista?

Leia o resto deste post »


Medo de blogar

24/04/2008

“O tempo instantâneo e sem substância do mundo do software é também um tempo sem conseqüências. ‘Instantaneidade’ significa realização imediata, ‘no ato’ —mas também exaustão e desaparecimento do interesse (…) As pessoas que se movem e agem com maior rapidez, que mais se aproximam do momentâneo do movimento, são as pessoas que agora mandam. E são as pessoas que não podem se mover tão rápido —e, de modo ainda mais claro, a categoria das pessoas que nãopodem deixar seu lugar quando quiserem— as que obedecem.”

Eis o que diz Zygmunt Bauman em seu “Modernidade Líquida” e que me fez parar para pensar numa sensação que há muito tenho, mas que até hoje não tinha registrado em palavra —sim, eu sinto medo de blogar.

Leia o resto deste post »


Alguns conceitos sobre jornalismo colaborativo

18/04/2008

Jornalismo colaborativo, jornalismo participativo, jornalismo cidadáo. Vários nomes para um fenômeno recente e super em voga na mídia atualmente. É o que a Web 2.0 fez para o jornalismo —neste vídeo, tenho a honra de dividir a tela com a Ana Carmen para abordar alguns conceitos sobre o tema, em entrevista a alunos da Universidade Mackenzie.


Facebook e a elite branca

18/04/2008

Há cerca de dois meses escrevi sobre minhas dúvidas acerca do Facebook. Não que elas tenham passado, mas, pelo contrário, os convites não param de chegar. E o engraçado é que as misses do Orkut ainda não estão no Facebook —será que a “elite branca” andou enjoando do Orkut e migrou para se destacar?

Leia o resto deste post »


Mouse virou, definitivamente, instrumento musical

4/04/2008

Imagine olhar para uma onda sonora gerada por um acorde de guitarra. Agora imagine separar esta onda sonora para traduzir cada uma das notas musicais que compõem o acorde —em seguida, imagine mudar a tonalidade de cada nota e construir infinitos acordes em cima de um único sample inicial… o verdadeiro “milagre”, a digitalização total da música, responde pelo nome Melodyne.

Leia o resto deste post »


Erramos: a culpa é do sertanejo

18/03/2008

O companheiro Roberto Moreno, de profícua carreira musical, alertou-me em comentário no post anterior e corrijo: foi o sertanejo, e não o forró, o culpado pela profanação da Internet e a usurpação do templo sagrado da nerdaiada. Agora, o pessoal do Marketing do Silvio Santos já pode atirar com precisão em um portal de Internet linha-B, de gosto popularesco, para conversar diretamente com esse povo menos nobre que pega ônibus e que a gente faz questão de evitar aqui em São Paulo, tão logo consiga tirar carta de motorista.


O público da Internet mudou (e foi culpa do sertanejo)

17/03/2008

Primeiro foi o nerd. Depois, vieram os filhos da classe alta. Eles acabaram ensinando os pais, e também cresceram —então, de repente, todos tinham cartão de crédito e podiam abastecer os cofres do e-commerce. Na esteira veio a publicidade online, que ainda engatinha, muito distante dos milhões gastos com a televisão. Até que surgiu a dupla Tenório e Praense, e o sertanejo mudou a Internet para sempre.

Leia o resto deste post »