É incrível como existe um enxame de urubus que circundam as novas criações midiáticas em busca de sobras e restos que possam oferecer à Economia 1.0, absolutamente atrasada e letárgica em relação à Internet. Claro, existe aí um vasto mercado para os urubus, que aprendem meia dúzia de palavras-chave imponentes para falar em reuniões de briefing (por acaso, tinham que inventar o Business Bingo da Web 2.0) e saem arrancando seus salários de tiozões engravatados que ainda nem sabem o que é “blog”.
Seis motivos que já estão fazendo o Blip.fm bombar
30/08/2008Descobri pelo Twitter do Inagaki hoje o Blip.fm, uma “rádio social” chamada Blip.fm, que achei incrível (perdoem-me os fâs, mais mesmo que a Last.fm e quiçá Pandora). Mistura de Twitter e rádio, dá outra pegada para o “ouvir música” na Web. Hoje acabou se espalhando quase que como um viral pela Web, e até os desenvolvedores postaram dizendo: “We’re huge in Brazil“.
O serviço tem, acredito, muita chance de pegar —eis dez motivos que me vieram à mente: Leia o resto deste post »
Medo de blogar
24/04/2008“O tempo instantâneo e sem substância do mundo do software é também um tempo sem conseqüências. ‘Instantaneidade’ significa realização imediata, ‘no ato’ —mas também exaustão e desaparecimento do interesse (…) As pessoas que se movem e agem com maior rapidez, que mais se aproximam do momentâneo do movimento, são as pessoas que agora mandam. E são as pessoas que não podem se mover tão rápido —e, de modo ainda mais claro, a categoria das pessoas que nãopodem deixar seu lugar quando quiserem— as que obedecem.”
Eis o que diz Zygmunt Bauman em seu “Modernidade Líquida” e que me fez parar para pensar numa sensação que há muito tenho, mas que até hoje não tinha registrado em palavra —sim, eu sinto medo de blogar.
Alguns conceitos sobre jornalismo colaborativo
18/04/2008Jornalismo colaborativo, jornalismo participativo, jornalismo cidadáo. Vários nomes para um fenômeno recente e super em voga na mídia atualmente. É o que a Web 2.0 fez para o jornalismo —neste vídeo, tenho a honra de dividir a tela com a Ana Carmen para abordar alguns conceitos sobre o tema, em entrevista a alunos da Universidade Mackenzie.
Facebook e a elite branca
18/04/2008Há cerca de dois meses escrevi sobre minhas dúvidas acerca do Facebook. Não que elas tenham passado, mas, pelo contrário, os convites não param de chegar. E o engraçado é que as misses do Orkut ainda não estão no Facebook —será que a “elite branca” andou enjoando do Orkut e migrou para se destacar?
Mouse virou, definitivamente, instrumento musical
4/04/2008Imagine olhar para uma onda sonora gerada por um acorde de guitarra. Agora imagine separar esta onda sonora para traduzir cada uma das notas musicais que compõem o acorde —em seguida, imagine mudar a tonalidade de cada nota e construir infinitos acordes em cima de um único sample inicial… o verdadeiro “milagre”, a digitalização total da música, responde pelo nome Melodyne.
Erramos: a culpa é do sertanejo
18/03/2008O companheiro Roberto Moreno, de profícua carreira musical, alertou-me em comentário no post anterior e corrijo: foi o sertanejo, e não o forró, o culpado pela profanação da Internet e a usurpação do templo sagrado da nerdaiada. Agora, o pessoal do Marketing do Silvio Santos já pode atirar com precisão em um portal de Internet linha-B, de gosto popularesco, para conversar diretamente com esse povo menos nobre que pega ônibus e que a gente faz questão de evitar aqui em São Paulo, tão logo consiga tirar carta de motorista.
O público da Internet mudou (e foi culpa do sertanejo)
17/03/2008Primeiro foi o nerd. Depois, vieram os filhos da classe alta. Eles acabaram ensinando os pais, e também cresceram —então, de repente, todos tinham cartão de crédito e podiam abastecer os cofres do e-commerce. Na esteira veio a publicidade online, que ainda engatinha, muito distante dos milhões gastos com a televisão. Até que surgiu a dupla Tenório e Praense, e o sertanejo mudou a Internet para sempre.
Escrito por Madu
Escrito por Madu
Escrito por Madu 

