Vídeo sobre a cratera do metrô em Pinheiros

9/06/2008

O metrô Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) produziu um vídeo – uma espécie de infográfico com áudio, e não bem um vídeo nos termos que estamos acostumados a pensar, sobre “o que o IPT sabe sobre a Estação Pinheiros”. Está dividido em sete partes. Se o link não funcionar (aconteceu comigo), reduza o endereço para http://www.metro.sp.gov.br/ e procure a chamada “Veja aqui o vídeo do IPT sobre a Estação Pinheiros”. Saiu na Folha Online.

OBS: O formato multimídia – infografia animada e áudio – é bem interessante e explicativo. O que soa estranho é a vinheta um pouco animadinha demais para a tragédia que foi o desastre, fruto de (mais) uma negligência com a cidade de São Paulo. E faltam os créditos!


Internet fora da corrida eleitoral?

2/04/2008

O Brasil é um país de grandes legisladores. Depois de bloquearem o YouTube por causa da Daniella Cicarelli, agora os gloriosos membros de nosso Judiciário entenderam que, devido ao próprio atraso em legislar sobre o uso da Web, ferramentas como blogs, YouTube, e-mail e comunidades virtuais como o Second Life não podem ser utilizadas para fazer propaganda política.Se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovar o parecer técnico, a Web estaria fora da corrida eleitoral —ainda mais a considerar a rapidez com que as leis são produzidas no Brasil.

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Creative Commons em site do governo

12/12/2007

O que é bom merece aplauso. Tiago Dória contou hoje que o site do Ministério da Cultura está usando WordPress. Qual não foi a boa surpresa ao descobrir, no clássico rodapé, que todo o site é licenciado por Creative Commons —agora, para defender a cultura brasileira, só falta dar um nome em português à licença —Criação Comum, Criatividade Comum? O que seja, iniciativa muito legal, de qualquer forma.

  • Saiba mais sobre o Creative Comuns, alternativa ao anacrônico direito autoral

Belíndia, a elite e a bolha

19/10/2007

O episódio Rolex do Luciano Huck só conseguiu evidenciar ainda mais a tal da elite branca do ex-governador paulista Cláudio Lembo (lembra? pois é…). É absurdo a falta de elite em nosso país, e sobre isso hoje gostaria de partilhar algumas leituras.

Na mesma Folha de S. Paulo que publicou um artiguinho indignado do tal apresentador, há cerca de um ano e meio Walter Salles publicava um outro artigo (original aqui; aberto aqui), citando um estudo do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts, nos EUA) sobre o que falta à América Latina.

“Um economista do MIT, Lester Thurow, sustenta a tese de que ‘o que falta na América Latina é elite. O que existe é oligarquia. As oligarquias desfrutam ou herdam o poder, mas não entendem as responsabilidades públicas inerentes a ele’. Ou seja: querem os privilégios, mas não os ônus. Querem a gravata da Gucci, mas não os impostos de importação, que se convertem em saúde, educação etc. Depois, reclamam da falta de segurança, da inoperância dos governos, apadrinham uma creche para apaziguar a consciência e, ato final, compram um helicóptero para sobrevoar os nossos Haitis.”

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Web que fala sua língua

3/10/2007

A Espanha conseguiu: a Red.es (o Registro.br dos caras) conseguiu fazer o governo aprovar uma medida, e a partir desta semana já é possível registrar domínios .es com acentuação e caracteres regionais. É uma grande vitória local sobre o predomínio norte-americano na concepção de funcionamento de uma rede que, nos vendem, é “global”.

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Bons de ouvir

27/09/2007

Carl Bernstein, mito do jornalismo, ao Comunique-se: “Digo a mesma coisa há muitos anos: os jornalistas têm de ser bons de ouvir. O maior problema na profissão é que jornalistas não ouvem, não prestam atenção. Vão para uma matéria achando que já sabem o que é a matéria antes de fazer as perguntas.

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Arrepios nas teles (ou monopólio 2.0)

22/09/2007

A Intel começou a desenvolver uma dobradinha entre as tecnologias sem fio Wi-Fi, já conhecida dos brasileiros que trabalham em grandes avenidas, usam aeroportos ou cafés 24 horas, e a Wi-Max, espécie de Wi-Fi turbinado com alcance de quilômetros. Segundo o Business Line, o Wi-Max deve chegar a um público de 1,3 bilhão de pessoas em 2013 —e isso nos deixa com 5 anos para que isso vire realidade.

Em uma entrevista com o Diretor de Marketing da operadora européia O2 em março último, deu para ver como o Wi-Max tira o sono de quem investiu milhões em infra-estrutura de rede. Já imaginou usar o Skype no celular e dar adeus a essas contas esdrúxulas de telefone que a gente paga todo mês para falar com alguém do outro lado do mundo, virtualmente “de graça”?

É bom ficar de olho. No Brasil, o Wi-Max continua parado na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) —a agência não quer que as operadoras (todas monopolistas no Brasil, depois do brilhante modelo de privatização do glorioso FHC) participem das licitações, para que o Wi-Max promova concorrência e baixe os preços do acesso à Internet no país. Se o Wi-Max cair nas mãos delas, veremos esse monopólio continuar, e adeus última milha!


Opulência desnecessária

24/08/2007

Foi impossível não tirar uma foto e postar aqui. Indo para o trabalho na manhã desta quinta-feira (23/8), na região da Bela Vista, eis que me deparo com um carro oficial. Mas não era qualquer carro. Era um Honda Civic, do modelo novo. Veja:

Fui pesquisar no Webmotors. Um carro desses, novo, não sai por menos de R$ 65.500. Valor este que saiu do meu bolso (e do seu). Para quê? Por que não um Mille? Um Celta? Um Gol, vá lá. Mas um Honda Civic???

Isso só me deixou com mais vontade de lançar um movimento “traga a capital do Brasil de volta para onde está o Brasil” (Brasília poderia virar, muito bem, uma grande universidade) e de ver os políticos (que fossem eles, já que da elite não espero mais nada) andando de transporte público. Por lei, que fosse, ainda que elas sirvam pra tão pouca coisa.

Sonho meu…


A hora e a vez do "como"

10/08/2007

Férias, pouco mais de um mês a sentir culturas e paisagens diferentes. Como a cabeça abre. E, longe do deslumbre com o alheio, é sim possível retornar com mais amor à própria terra, com mais vontade de conhecê-la para poder ajudar a torná-la melhor.

Sim, a cultura européia é admirável. Muita coisa funciona. E impressiona perceber que, efetivamente, é um trabalho de gerações no investimento em educação e cultura (uma é na escola, a outra é no convívio social; as duas partem de casa) que faz um jardim parecer cuidado, uma calçada ser plana, uma administração pública devolver o mínimo em favor de quem a sustenta, um tratamento ser mais cordial e polido.

Às vezes me assusta pensar que esta missão, talvez, deva partir da classe média. Principalmente quando me defronto com verdades como estas de Max Gonzaga, que geram tanta polêmica em fóruns de discussão (talvez porque incomodem…):

O apontamento é sadio, e dizer o óbvio também é necessário para que consciências se despertem. Mesmo assim, continuamos no “o quê”. Sabemos vários “o quês” no Brasil. É fácil criticar, e eu mesmo me enxergo na categoria do olhar crítico. Mas isso não é suficiente. É necessário estudo, afinco, dedicação, paciência e iniciativa para chegar aos “comos”.


PT concorda com fechamento de TV

5/06/2007

Mais lenha na fogueira —a Agência Estado informou ontem sobre comunicado do PT (Partido dos Trabalhadores), declarando-se favorável ao fechamento da rede de televisão venezuelana RCTV pelo presidente Hugo Chávez.

Diz o comunicado do partido que Chávez foi eleito de forma democrática, e que o final da concessão e o encerramento das transmissões da RCTV se deram baseados em lei. O partido se mostrou favorável porque considera a atitude de Chávez algo democrático, que derruba monopólios de grandes instituições privadas sobre concessões públicas. Qualquer semelhança com a realidade brasileira não é mera coincidência.

Mais uma polêmica tacada do hermano Chávez. Amparado pela lei ele está. Que a televisão na América Latina é um monopólio, é fato. Mas será que o problema não está na concessão pública? Quanto é preciso pagar, ou amigo de quantos deputados influentes é preciso ser para obter uma concessão de TV no Brasil?

Amparado ou não pela lei, o ato de Chávez é populista e, infelizmente, não consegue esclarecer a população sobre o verdadeiro impedimento ao exercício da democracia na mídia —inclusão social e transformações legislativas que, efetivamente, respondam à necessidade coletiva.

E, tanto pior para nós, o PT parece concordar com isso…