As aventuras de um micreiro, capítulo 8

15/02/2008

Eis o último capítulo das crônicas “As aventuras de um micreiro” publicado na Folha Online. Retrata um pouco da revolta, na época, ao terror que as fabricantes de impressoras faziam em relação aos cartuchos remanufaturados. Eram quase considerados piratas pela abordagem de Marketing e Comunicação de HP, Epson ou Lexmark. Hoje são bem mais difundidos —e, em breve, sai uma análise bacana do Marcelo Ayres do UOL Tecnologia sobre o rendimento desses cartuchos em relação aos originais. Os resultados são surpreendentes.

A partir da próxima semana, retomo a publicação das crônicas. A essência dos textos originais será mantida —um outro olhar sobre uma vida cada vez mais conectada e dependente da tecnologia. Em março começam as aulas no mestrado, e espero retomar um pouco do vigor do Clico, logo existo já durante este mês. E as crônicas vêem para dar um respiro ao autor e ao leitor… Sem mais delongas, o capítulo 8:

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As aventuras de um micreiro, capítulo 7

5/02/2008

Penúltima reprodução dos originais publicados na Folha Online, este capítulo de As aventuras de um micreiro fala do estresse gerado em frente ao computador. É a geração ansiedade, tema que também abordei na então coluna Usuário.com. Como John “Maddog” Hall me disse uma fez, “as pessoas esquecem que existe inércia no mundo”. E quem respira tecnologia parece ter riscado esta palavra do dicionário —ainda mais em mercados em desenvolvimento, como o Brasil, onde parece ser necessário gritar ainda mais alto para ultrapassar o volume do buzz do Vale do Silício, de Moutain View, de Redmond ou  Cupertino…

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As aventuras de um micreiro, capítulo 6

4/02/2008

Mais uma da série, o original deste texto foi publicado em ano eleitoral. Para ser honesto, nem sei se as urnas atualmente ainda usam disquete… já se falava, na época, do voto pela Internet, que andou até regredindo, mas continua em voga. Mas pensar em democracia eletrônica é continuar pensando na aparência, e não na essência. O termo “democracia” continua, apesar do eletrônico —e, com o termo, também as distorções. Mas isso é tema para outro post…

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As aventuras de um micreiro, capítulo 5

1/02/2008

Esta crônica (original aqui) foi inspirado em diversas cenas da minha adolescência. Nas aulas de informática que dei antes de entrar no cursinho, na percepção que tinha ao ver como outros amigos, vizinhos ou até parentes lidavam com as dúvidas de pais, mães, tios etc. Já naquele tempo, encarava a importância de princípios de usabilidade, arquitetura da informação e desenvolvimento de projetos para a Web com um ingrediente raro nos dias de hoje —simplicidade.

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As aventuras de um micreiro, capítulo 4

29/01/2008

Este capítulo de “As aventuras de um micreiro”, publicado originalmente em agosto de 2002, abordava a angústia diante da máquina —por um lado, a impotência diante de uma tecnologia que começava a se tornar um padrão; por outro, a solidão diante de um mundo cada vez mais conectado e superficial. Sem mais delongas, eis o capítulo 4.

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As aventuras de um micreiro, capítulo 3

24/01/2008

O terceiro capítulo foi uma reação aos (então já) irritantes pop-ups, modelo de publicidade absurdamente invasivo que a Internet criou e que consegue ser mais inadequado que as correspondências vendendo cartão de crédito que chegam à sua casa. Apesar dos seis anos que distanciam a publicação original do texto à sua republicação aqui no Clico, logo existo, os pop-ups continuam a irritar internautas. Confira a íntegra:

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As aventuras de um micreiro, capítulo 2

22/01/2008

Continuo a série ”As aventuras de um micreiro”, com o segundo capítulo (texto original aqui). Engraçado notar que esse texto é datado —fala de uma época que já passou, em que era comum gravar CDs de áudio, e aparelhos que reproduziam MP3 ainda eram raríssimos, coisa de elite (lembro de um Expanium, da Philips, que chegou no Brasil custando R$ 720; hoje é possível achar toca-MP3 com mais capacidade por quase um décimo disso).

E esta é a graça da tecnologia. Ela quer vencer o espaço, o tempo. Penso numa imagem —a tecnologia como Dom Quixote, não diante de um moinho, mas diante de um carrilhão. Porém, incapaz de vencê-lo, eterno, mais parece o ponteiro deste carrilhão, ao ser referência de época àqueles que buscam saber a hora… confira o texto completo a seguir.

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As aventuras de um micreiro, capítulo 1

21/01/2008

Há cerca de seis anos, empolgava-me a idéia de escrever. Especialmente crônica, estilo de texto que parece conviver bem com minha personalidade apressada e minha percepção hiperativa. À época, editor de Informática da Folha Online, lancei uma série de textos em uma coluna semanal que possuia, entitulados “As aventuras de um micreiro”. A idéia era capturar momentos ímpares da relação homem-computador, que, já então, parecia algo que cresceria a ponto de tornar-se indissolúvel.

De maio a dezembro, publiquei ao todo oito textos, sete de minha autoria. Mas se os textos pararam em 2002, minha vontade não ficou por lá —e vou recomeçar meus exercícios literários aqui no Clico, logo existo. Primeiro, republicando os textos de minha autoria daquela época (é um exercício interessante perceber que, se a quantidade de memória de um PC àquela época era de 64 MB ou 128 MB, muitos dos princípios continuam os mesmos). Depois deste início, pretendo retomar a autoria de uma crônica semanal, no contexto da tecnologia, da Internet e de um futuro cada vez mais codificado.

Para o pontapé inicial, então, aí vai o capítulo 1, publicado originalmente aqui.

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Sobre lançamentos de livros e sociedade mediada

16/03/2007

Fora convidado para o lançamento do livro de um ex-possível orientador que só conhecia por nome. O e-mail chegara com um título bastante convidativo (“Participação obrigatória”; leia-se precisamos de quórum), partindo de um grupo de pesquisas que se diz ligado à sociedade pós-política e à era virtual. Mediação pela Internet, perda de referencial cultural e político, aproximação das pessoas por afinidades e não imposições geográficas (mas eu não nasci com este corpo?!) etc.

(Parêntesis contextual: tal grupo era um tanto deslocado da linha central da pesquisa de nosso personagem; fora indicado por outra ex-possível orientadora, esta sim capaz de conduzir melhor a execução do trabalho. Iniciado com grandes pretensões, o grupo não colhia de nosso personagem o mesmo ânimo de espírito, visto o deslocamento temático e, por vezes, a lacuna prática, sempre bem compensada pela polidez retórica e pela subserviência acadêmica, da maioria de seus membros. Exatamente por isso, apesar de uma ou duas reuniões para estudos em grupo, a maior parte dos contatos havia sido travada no mundo virtual, por e-mail.).

Eis que chega na livraria cult de Pinheiros (o personagem real). Sobe ao terceiro piso. Adentra a sala do evento mantendo a postura e com a respiração presa. Mapeia o recinto com o olhar. A um canto, um senhor assinando livros —só poderia ser o professor (o real). Pelo tempo que havia decorrido desde o último contato real, só guardara na lembrança a imagem de dois membros do grupo. Nenhum deles estava lá. Desconhecidos. Os cerca de 50 que permaneciam no local.

Em horas como estas não há nada mais reconfortante que um copo à mão. Ao mesmo tempo que blinda, inclui o personagem no ambiente. Esperou o garçom, que mostrou-se generoso. E os 30 minutos que haveria de passar ali transformaram-se em horas, talvez dias. Buscou o canto mais recôndito. Por sorte, havia nele uma cumbuca, castanhas e amendoins. Entre um gole de vinho e um amendoim, viu o tempo e a fila dos autógrafos passarem. Não queria um autógrafo, tampouco o livro —que nada tinha a ver com sua linha de pesquisa. Seus conhecidos (reais) não chegavam, e os virtuais, que cara tinham?

Vagarentos 30 minutos se passaram. Como não chegassem seus conhecidos reais, fora-se. Com uma taça de vinho, algumas castanhas e um risco na calota, na saída do estacionamento. E só.

Maldita sociedade mediada.