Ninguém melhor que Demi Getschko para falar da história e das tendências da Web no Brasil. E é o que faz, em entrevista concedida a Sérgio Amadeu, da Cásper Líbero, publicada em oito capítulos no Youtube. A primeira da série vai abaixo (e as outras você pode ver nos vídeos relacionados). Ótima dica do Herdeiro do Caos, blog que descobri e passo a acompanhar a partir de hoje.
“O tempo instantâneo e sem substância do mundo do software é também um tempo sem conseqüências. ‘Instantaneidade’ significa realização imediata, ‘no ato’ —mas também exaustão e desaparecimento do interesse (…) As pessoas que se movem e agem com maior rapidez, que mais se aproximam do momentâneo do movimento, são as pessoas que agora mandam. E são as pessoas que não podem se mover tão rápido —e, de modo ainda mais claro, a categoria das pessoas que nãopodem deixar seu lugar quando quiserem— as que obedecem.”
Eis o que diz Zygmunt Bauman em seu “Modernidade Líquida” e que me fez parar para pensar numa sensação que há muito tenho, mas que até hoje não tinha registrado em palavra —sim, eu sinto medo de blogar.
Há cerca de dois meses escrevi sobre minhas dúvidas acerca do Facebook. Não que elas tenham passado, mas, pelo contrário, os convites não param de chegar. E o engraçado é que as misses do Orkut ainda não estão no Facebook —será que a “elite branca” andou enjoando do Orkut e migrou para se destacar?
Os principais jornais da Eslováquia foram para as bancas hoje sem notícias na capa, relata o Webmanário. Quem olha de fora pode até achar algo nobre —que está, porém, por trás de uma atitude unilateral de uma série de donos de jornais?
Imagine olhar para uma onda sonora gerada por um acorde de guitarra. Agora imagine separar esta onda sonora para traduzir cada uma das notas musicais que compõem o acorde —em seguida, imagine mudar a tonalidade de cada nota e construir infinitos acordes em cima de um único sample inicial… o verdadeiro “milagre”, a digitalização total da música, responde pelo nome Melodyne.
O companheiro Roberto Moreno, de profícua carreira musical, alertou-me em comentário no post anterior e corrijo: foi o sertanejo, e não o forró, o culpado pela profanação da Internet e a usurpação do templo sagrado da nerdaiada. Agora, o pessoal do Marketing do Silvio Santos já pode atirar com precisão em um portal de Internet linha-B, de gosto popularesco, para conversar diretamente com esse povo menos nobre que pega ônibus e que a gente faz questão de evitar aqui em São Paulo, tão logo consiga tirar carta de motorista.
Primeiro foi o nerd. Depois, vieram os filhos da classe alta. Eles acabaram ensinando os pais, e também cresceram —então, de repente, todos tinham cartão de crédito e podiam abastecer os cofres do e-commerce. Na esteira veio a publicidade online, que ainda engatinha, muito distante dos milhões gastos com a televisão. Até que surgiu a dupla Tenório e Praense, e o sertanejo mudou a Internet para sempre.
Curso de dois dias de Arquitetura de Informação. Muita teoria sobre incêndios que a gente apaga no dia-a-dia com balde, escada magirus, sopro e, na maioria das vezes, simples cobertor… em certo ponto, depois de longas explicações sobre como funcionam sitegramas e fluxogramas, o debate parou no embate (e na utilidade) de wireframes, especificações, inspiração, tolhimento de criatividade, bla bla bla…
A Ana Brambilla publicou um post bem bacana sobre um estudo da University College London, segundo o qual há carência de crítica entre as pessoas que nasceram na era digital. Decidi então discutir o assunto, que julgo extremamente valioso para compreender a geração atual —e, diante desta compreensão, formas de abordagem educativas, seja para alunos ou filhos (pois é, já preciso começar a pensar nisso… =) O estudo faz um alerta necessário e importante: primeiro, perdemos a memória; agora, será a vez das sinapses.
Francisco Madureira é jornalista, professor de comunicação, palpiteiro, internauta há mais de década e entusiasta e mestrando sobre colaboração online, seus ancestrais e desdobramentos —tecnologia da informação, inteligência artificial, jornalismo colaborativo, jornalismo cidadão, Web semântica...