Bancos patrocinadores e jornalismo distorcido

Diz o Manoel da Folha que o jornal deve ser pluralista, apartidário etc. Interessante ver como o diário paulista coloca isso em prática em sua manchete de hoje —Bancos doaram R$ 10,5 milhões à campanha de Lula.

Stop. Como isso soa? Denúncia, certo? Leva o leitor a pensar: “Nossa, descobriram mais uma coisa podre na campanha do Lula… que canalha!” E como o brasileiro médio —sim, o Homer do Bonner— não tem o hábito da leitura, sai dessa leitura rápida acreditando na Veja, no Papai Noel e na indústria de consumo norte-americana.

Impressionante chegar ao segundo parágrafo da notícia e descobrir que o candidato Geraldo Alckmin, do PSDB, recebeu exatamente a mesma quantia dos bancos. O que há de errado então que Lula tenha recebido R$ 10,5 milhões? Por que o título da reportagem não incluiu os dois? Não seria mais correto, do ponto de vista jornalístico?

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