Carroça 2.0 para catadores

Incrível como ninguém pensou nisso antes. A melhor forma de acabar com o problema de moradia e pobreza nas grandes metrópoles é construir camas de alvenaria debaixo dos viadutos. Dá para colocar inclusive banheiros públicos nesse tipo de lugar, e por que não um fogão a lenha, para que o morador de rua sinta-se confortável e tenha uma vida digna.

É mais ou menos isso que acaba de sair dos laboratórios da USP. Os caras criaram uma “carroça do futuro” para os catadores. Tem espelho retrovisor, sistema de freios, carrega até 500 kg… o que deve mesmo atrair o interesse dos catadores é o preço super popular: R$ 1.100.

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5 comentários sobre “Carroça 2.0 para catadores

  1. fico faltando um banquinho e pedais… daquilo ali da pra fazer uma bicicleta bem fácil!
    aposto que eles venderiam mais….
    lógico que eles precisam rever esse publico alvo…

  2. A ironía do comentário é do tamanho da sua ignorância… enorme!!
    O mal chamado “catador” é na verdade um empresário do setor da reciclagem que evita a extração de recursos naturais, economiza energía, agua e de quebra traz para esse trabalhador DIGNIDADE.
    Os comentários… sem comentários!!
    Jornalismo? hehehe… a Contigo vende bem.
    Cibercultura, tecnologia, raciocinio? hehehe… quanta pretenção!

  3. Carlos,

    Creio que chamar o “catador” de empresário seja um pouco de inocência sua. Você gostaria de seguir esta “carreira”? Ou que seu filho a seguisse?

    Já que preferiu ocultar sua identidade (será por que lhe falta a tal dignidade?), devo lhe dizer que aqui em São Paulo a realidade desse tipo de “empreendedor verde” é um pouco menos romântica. Há sim quem trabalhe com isso. Talvez até quem tenha toda essa sua carga ideológica. Mas não vejo ideologia nos olhares dos meninos que catam lixo aqui na rua. Nem nas mulheres vestidas com trapos que o fazem pelas ruas do centro. Como é aí no Mato Grosso? Há “empresários”?

    Sou totalmente favorável à reciclagem. Mas separo meu lixo e levo-o, eu mesmo, a postos de coleta seletiva. Prefiro não relegar esta tarefa à “ralé”, e depois criar um discursinho de “dignidade” para conseguir ocultar minha culpa sob o tapete.

    Dignidade, para mim, seria ver estas crianças na escola, para que no futuro criassem centros de reciclagem por todos os bairros da minha cidade. Que estas mulheres-mães tivessem tempo para cuidar de seus filhos. E que estes homens também tivessem a oportunidade de escolher no que querem trabalhar —e não fossem obrigador a “escolher” uma carreira tão de ponta quanto esta. Que, sim, pode ser digna. Mas que, para isso, precisaria de um pouco mais de ação engajada, em vez de crítica covarde como a sua.

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