Bons de ouvir

Carl Bernstein, mito do jornalismo, ao Comunique-se: “Digo a mesma coisa há muitos anos: os jornalistas têm de ser bons de ouvir. O maior problema na profissão é que jornalistas não ouvem, não prestam atenção. Vão para uma matéria achando que já sabem o que é a matéria antes de fazer as perguntas.

Minha experiência diz que a matéria, seja Watergate, seja Hillary [Bernstein escreveu um livro sobre a pré-candidata ao governo dos EUA], é sempre diferente do que eu achava que ia ser, quando eu presto atenção nas pessoas sobre quem estou escrevendo ou para quem estou entrevistando. Elas merecem ser ouvidas longamente, respeitadas. Eu faria um desserviço em jogar um gravador na frente deles e fazer perguntas apenas para confrontar, coisa que acontece muito hoje.

Particularmente no jornalismo falado, todos os problemas se resumem à nossa própria arrogância. Os repórteres precisam começar com essa definição: “Qual é a melhor versão possível de obter a verdade?”. Esse conceito significa contexto. Não só os fatos literais, mas o quadro mais amplo. Ouvir pessoas que querem nos contar o que elas acham que sejam as respostas, mesmo nós achando que as respostas não são aquelas. É isso.”

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