Web que fala sua língua

A Espanha conseguiu: a Red.es (o Registro.br dos caras) conseguiu fazer o governo aprovar uma medida, e a partir desta semana já é possível registrar domínios .es com acentuação e caracteres regionais. É uma grande vitória local sobre o predomínio norte-americano na concepção de funcionamento de uma rede que, nos vendem, é “global”.

Apesar de estar longe do objetivo militar de seu nascimento, a Web não está longe de controle. Em seu ensaio “Global Networks and the Effects on Culture”, por exemplo, o professor da Universidade de Nova York Alexander Galloway conta um pouco da história da rede e como seus protocolos de comunicação, criados por uma elite que controla a Web a partir da Icann (Internet Corporation for Assigned Names and Numbers) e da W3C (World Wide Web Consortium), exercem controle sobre a expressão cultural.

Além dele, autores como o francês Dominique Wolton também vão na contra-mão da teoria de que a Web é absolutamente livre e democrática. Wolton, que fala em “americanização” em vez de “globalização”, questiona em obras como “Internet, e depois?” e “É preciso salvar a comunicação” a enxurrada de informações da Web e a real capacidade da rede em promover a democracia e a tolerância entre civilizações.

Abaixo os protocolos, Galloway! :-)

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