Celular e PC: amizade bem-vinda, mas atrasada

As novas versões do navegador Opera Mini vão sincronizar seus endereços favoritos entre o computador e seu celular. O software, um dos mais populares navegadores de quem já usa o telefone celular para acessar a Internet, deve chegar à sua versão 4 ainda nesta quinta-feira —e adicionar um recurso super útil para poupar os dedos (e a paciência) dos internautas móveis.

O Opera Mini é praticamente o ancião da Web no celular, e o navegador que há mais tempo saiu do ambiente Web e começou a se preocupar com plataformas móveis. Só recentemente é que a Mozilla anunciou trabalhos para publicar seu navegador móvel. Enquanto isso, o Opera Mini —que já reduz o tamanho dos sites para agilizar a abertura de páginas e ajudar na conta do fim do mês— parte para mais um recurso que mostra o futuro inevitável: quem não pensar em convergência de mídias, seja em conteúdo ou recursos, ficará cada vez mais para trás.

Mas o avesso do novo e útil recurso é a incrível demora que a indústria de celulares tem (e sempre teve) em integrar os aparelhos aos computadores, coisa que os palmtops já fazem há praticamente dez anos. Sobre o assunto, em julho último, tive a oportunidade de entrevistar Axel Meyer, chefe de design da Nokia. No e-mail que trocamos, perguntei a ele sobre isso:

Desde que nasceram, os palmtops conversam com os PCs. Por que a indústria de celulares demorou tanto para adotar padrões de comunicação consolidados no mundo do PC, como o USB e o Wi-Fi?

Não demorou tanto. A questão é colocar os padrões em formatos tão compactos. Não importa a tecnologia, mas a oferta de experiências para as pessoas. Tudo chega em seu tempo.

A resposta foi bem pela tangente. E oculta um dos grandes problemas da indústria de celulares hoje —a falta de padrão. Enquanto celular só precisou de voz e aplicativos simples, isso foi algo tranquilo para lidar. Com cada vez mais recursos, no entanto, o aparelho tende a se transformar em plataforma, um “mini PC” que você carrega com você. E neste jogo, quem conseguir transformar seu software em unanimidade, via interoperabilidade, levará os louros, os lucros —e as pedradas do mercado e da Justiça, a la Microsoft.

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