Internet fora da corrida eleitoral?

O Brasil é um país de grandes legisladores. Depois de bloquearem o YouTube por causa da Daniella Cicarelli, agora os gloriosos membros de nosso Judiciário entenderam que, devido ao próprio atraso em legislar sobre o uso da Web, ferramentas como blogs, YouTube, e-mail e comunidades virtuais como o Second Life não podem ser utilizadas para fazer propaganda política.Se o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovar o parecer técnico, a Web estaria fora da corrida eleitoral —ainda mais a considerar a rapidez com que as leis são produzidas no Brasil.

Como se o tema não tivesse, por si só, representantes em terras brasilis, a onda vem dos “antenadinhos” colonizados que creditam a Barack Obama, o candidato quotista à presidência dos EUA —sim, Lembo, ele não pertence à “elite branca“, ou talvez exista uma elite negra por lá—o fato de ter desvendado a Internet para a política.

O documento já começou a repercutir em meio à sociedade civil. A Fecomercio soltou comunicado ontem. “É fundamental que fique claro o que é ou não permitido no uso das novas tecnologias. Se utilizada de forma sadia, sem exageros, a internet pode ser um instrumento da democracia, por meio do qual os eleitores podem conhecer melhor os candidatos, suas propostas e seu histórico de vida”, afirma Renato Opice Blum, dono de um renomado escritório de direito digital aqui em São Paulo.

Blum tem razão. Mas vale ficar atento aos desdobramentos do assunto. Principalmente porque pode ser utilizado como isca para fazer aprovar rapidamente —e, portanto, sem a devida discussão com a sociedade— leis sobre internet e crimes eletrônicos que só atendam a interesses de setores específicos da economia, como os grandes bancos.

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Um comentário sobre “Internet fora da corrida eleitoral?

  1. Oi Madu,

    Esse assunto é bem complicado. Eu acredito que a produção dos sites seria um meio pelo qual os brasileiros teriam para conhecer as propostas dos candidatos que lhe interessam, já que muitas vezes, nós não temos paciente de ouvi-los na TV.

    Eu sou um exemplo, não aguento mais aquelas propagandas na TV, mas na web eu gostaria de encontrar informações sobre os políticos, suas propostas, suas “lutas”, entre outros. E impedir isso foi péssimo tanto para o usuário, como também para as agências web, que começariam a desenvolver sites para esse público.

    Mas é como você mesmo disse, espero que esse impasse seja resolvido logo, e que não sirva para aprovar apenas o que os “grandes” precisam como políticas web.

    Um carinhoso abraço,

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