Gripe suína, hiperlocalismo, o velho e o novo jornalismo

Esta é uma webcurta só para registrar um link que correu aqui a redação e que ilustra de forma bastante feliz a diferença entre o antigo modo de se fazer jornalismo, mesmo online, e a nova forma de construir conteúdo —que em muitos casos independe do jornalismo institucional, o que pode afetar sua credibilidade, mas por outro lado gera informação útil e muito mais agradável aos olhos e às novas gerações.

Primeiro, um mapa criado pelo usuário Niman no Google Maps sobre casos de incidência do vírus H1N1, causador da gripe aviária:

Mapa mostra de forma dinâmica o número de infectados, conforme atualização do usuário Niman.

Mapa mostra de forma dinâmica o número de infectados, conforme atualização do usuário Niman.

Se não tem a credibilidade de uma informação jornalística, o mapa consegue alcançar o dinamismo que esta deveria ter, além da capacidade de manter-me informado mais rapidamente sobre o que está acontecendo ao meu redor. Se moro em Nova York, navego diretamente para lá e vejo os casos. Num girar da roda do mouse, retorno para o panorama mundial e vejo os casos no México, no Canadá, na Colômbia.

Por outro lado, eis o infográfico do assunto publicado hoje pela Folha Online:

Infográfico da Folha Online é preciso, tem a credibilidade da marca, mas é estático como uma folha de papel

Infográfico da Folha Online é preciso, tem a credibilidade da marca, mas é estático como uma folha de papel

Considero hoje o jornalismo online o mais capacitado para responder rapidamente à linguagem das novas gerações que já nasceram em berço digital. A velocidade com que ele responde a ela, no entanto, diz e dirá o quanto o jornalismo faz e fará sentido para elas.

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2 comentários sobre “Gripe suína, hiperlocalismo, o velho e o novo jornalismo

  1. Oi Francisco,
    Li e depois levei alguns de seus links para o post “http://fccdp.blogspot.com/2009/04/blog-post.html” do “Boa Baltazar”. Valeu! Sempre gosto de passar por aqui e levar um pouco do seu jornalismo comigo…
    Abraços,
    Fatima

  2. Acredito também no Global regionalizado, ao contrário de muitos executivos, que acreditam que seus públicos tendem a querer conteúdos locais, eu vejo de forma diferente a questão dos conteúdos. No meu entender a plataforma offline pode realmente trabalhar mais com análise dos fatos de forma bem local. Mas em plataformas sem fronteiras como a Internet o usuário quer ver conteúdo Regional e Global ao mesmo tempo, e é dessa forma que devemos criar valor, sendo Globais e trazendo o fato para o nossa vida através de pontos de vista e análises regionais.

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