Revisitando uma aula de Jornalismo Online sobre os meios de distribuição de notícias e suas características preparada para os alunos de graduação em Jornalismo do Mackenzie em 2007, tive a oportunidade de enxergar um pouco da evolução da rede (e de minha própria percepção sobre o tema) nos últimos três anos.
De fato, a qualidade do jornalismo independe do meio de que ele se utiliza para chegar ao público. Porém, o jornalista há de ter em mente algumas especificidades de cada meio, de forma a adequar sua linguagem e o material que produz —e fazer com que sua mensagem atinja de forma mais efetiva seu público. E o traço que mais diferencia os veículos, a meu ver, é a interatividade.
Na era do jornal impresso, o máximo de interatividade que um leitor conseguia obter era ter uma carta ou e-mail seu publicados na seção de cartas. A interação também era limitada a folhear o papel, ir e vir no texto —o que já o torna mais interativo que a TV, em que é impossível ir e vir pela matéria que acabou de ser apresentada pelo âncora do telejornal. Isso porque na TV, assim como no rádio, a programação é contínua (“analógica”). O máximo de interatividade é trocar de canal ou estação, mandar SMSs ou usar o telefone para participar ao vivo ou votar em quem você quer que saia de um reality show.
Já na Internet, a interatividade alcança um nível desconhecido até então para os veículos de comunicação. Ela começa pelo clique, que amplia o ir e vir no texto do jornal, liberando o usuário a seguir seu próprio caminho e construir seus próprios “capítulos” enquanto navega. Além disso, ferramentas como enquetes e fóruns aumentam a sensação de participação do público na construção do notíciário, enquanto blogs, wikis e repositórios de vídeos como o Youtube dão ao (antigo) público controle total sobre a produção e troca de informações, criando um cenário de construção coletiva de conteúdo e tornando dispensáveis, até certo ponto, os veículos tradicionais de comunicação.
Se pudéssemos traçar um quadro comparativo entre os meios, teríamos os seguintes pontos fortes e fracos de cada um.
Escrito por Madu 




